José Mourinho está de volta ao Real Madrid para sua segunda passagem, e parece que a diretoria, liderada por Florentino Pérez, está realmente disposta a dar a ele as ferramentas necessárias. Até agora, o clube já anunciou quatro reforços: Bernardo Silva, Ibrahima Konaté, Denzel Dumfries e Marc Cucurella. E não para por aí, pois há negociações avançadas com Yan Diomande, do RB Leipzig, que é um dos jogadores mais promissores do mercado. Além disso, o Real também está de olho em Rodri, do Manchester City. No total, isso pode resultar em seis contratações e um investimento superior a 200 milhões de euros.
O que chama a atenção é que esses valores são até maiores do que o que o clube gastou na época em que Mourinho chegou pela primeira vez, em 2010. O objetivo, como sempre, é desbancar o dominador Barcelona. Naquela época, enquanto o Real passava por um período complicado, o Barcelona, sob o comando de Pep Guardiola, estava em sua melhor fase, conquistando títulos e encantando torcedores.
Quando Mourinho foi contratado, ele trouxe consigo estrelas como Ángel Di María e Mesut Özil, além de jogadores como Sami Khedira e Ricardo Carvalho. Naquela janela de transferências, o Real Madrid investiu cerca de 60 milhões de euros — o que, ajustado pela inflação, seria algo em torno de 70 milhões hoje. Era um mercado de ajustes, pois no ano anterior já haviam chegado astros como Cristiano Ronaldo, Kaká e Karim Benzema, que custaram mais de 230 milhões juntos.
Na sua primeira temporada, Mourinho conquistou apenas uma Copa do Rei, mas em 2012 levou o Real à vitória na LaLiga com uma pontuação recorde. Embora a Champions League tenha escapado, ele conseguiu revitalizar a equipe e preparou o caminho para a conquista da competição em 2014, já sob o comando de Carlo Ancelotti.
Agora, 16 anos depois, Mourinho se depara com um cenário que, de certa forma, lembra o de 2010. O Real Madrid está enfrentando uma fase complicada, tendo passado por uma das piores temporadas de sua história, sem títulos e com mudanças constantes no comando técnico. Para piorar, a equipe teve brigas internas que só pioraram a situação.
Curiosamente, a seleção espanhola, que recentemente se sagrou campeã mundial, conta com poucos jogadores do Real Madrid em seu elenco. Até a contratação de Cucurella, o clube não tinha nenhum representante na seleção, algo inédito. Enquanto isso, o Barcelona, assim como há 16 anos, vem dominando com dois títulos consecutivos sob a direção de Hansi Flick, que, apesar de um orçamento limitado, conseguiu reforçar a equipe com algumas contratações estratégicas.
Com o Barcelona investindo em nomes como Anthony Gordon e Karim Adeyemi, o desafio para Mourinho no Santiago Bernabéu será imenso. Se, de fato, Diomande chegar, isso pode significar uma saída de Vinícius Júnior, um dos jogadores mais decisivos para o Real nos últimos anos. A temporada 2026/27 da LaLiga começará na segunda quinzena de agosto, e as expectativas estão altas para ver como essa nova fase do clube se desenrolará.