A vitória da Inglaterra por 1 a 0 contra a Nova Zelândia trouxe um misto de aprovação e descontentamento para o técnico Thomas Tuchel. Este foi o penúltimo amistoso da seleção antes da Copa do Mundo de 2026, e, embora o resultado tenha sido positivo, Tuchel não ficou totalmente satisfeito com o desempenho do time, especialmente no primeiro tempo, que ele descreveu como muito “freestyle”.
O único gol da partida foi marcado por Harry Kane, logo antes do intervalo. No entanto, o jogo não teve grandes emoções e o nível técnico deixou a desejar. Tuchel observou que a equipe teve dificuldades em aplicar o que foi treinado, principalmente em relação à tática e ao posicionamento em campo. Para ele, o time parecia perdido em determinados momentos, o que prejudicou a organização.
Ele fez uma análise equilibrada da atuação. “Estou satisfeito, mas não super feliz. O segundo tempo foi melhor. A equipe jogou mais em suas posições, o que trouxe mais velocidade e uma agressividade maior ao jogar sem a bola. No primeiro tempo, estávamos fora de posição, e isso tornou o jogo um pouco improvisado demais”, disse Tuchel.
### O que incomodou Tuchel na seleção inglesa?
A palavra “freestyle” gerou curiosidade entre os torcedores. Mas, na verdade, a crítica de Tuchel não foi sobre a criatividade dos jogadores, e sim sobre a falta de disciplina. Ele notou que a Inglaterra estava perdendo referências fundamentais durante as jogadas, o que prejudicava tanto a troca de passes quanto a pressão sobre o adversário quando a posse era perdida.
Segundo ele, a movimentação excessiva sem coordenação fez com que o time ocupasse mal os espaços, tornando as ações ofensivas mais lentas. Com jogadores se deslocando para o meio de campo, a equipe perdeu a amplitude e facilitou a marcação da Nova Zelândia. “Isso deixou nosso jogo mais lento e dificultou a pressão após perder a bola, pois não estávamos nas posições certas ao atacar”, explicou.
Tuchel também detalhou que o time abusou de jogadas que não fazem parte de sua identidade desejada. Ele percebeu uma falta de amplitude, com jogadores se concentrando no meio e diminuindo o ritmo do jogo. “Fizemos muitos passes longos e cruzamentos, o que não é nosso estilo habitual. Isso não foi o que treinamos nos últimos dias”, ressaltou.
No segundo tempo, no entanto, a equipe se organizou melhor e respeitou as posições definidas. Essa mudança permitiu uma circulação de bola mais rápida e uma pressão mais eficiente quando a posse foi perdida. Embora o placar não tenha mudado, o desempenho na etapa final se aproximou do que Tuchel espera ver na Copa do Mundo.
Além das questões táticas, o técnico destacou que as condições da partida também foram desafiadoras. A Inglaterra usou formações diferentes em cada tempo, o gramado não estava em boas condições e o calor da Flórida tornou o jogo ainda mais cansativo. “Tivemos um treino sob o sol e a partida parecia muito estranha. Mas é importante passar por essas experiências, porque vamos enfrentar condições assim no Mundial”, concluiu.
### Tiroteio próximo à seleção inglesa
Enquanto a seleção se preparava para a Copa do Mundo, um incidente fora de campo chamou a atenção. Um tiroteio nas proximidades da futura base da Inglaterra, em Kansas City, deixou nove pessoas feridas. A polícia local foi acionada após relatos de disparos e encontrou uma grande movimentação de pessoas fugindo da área.
Os serviços de emergência atenderam rapidamente as vítimas, que foram levadas para hospitais da região. Embora nenhuma das lesões fosse grave, o episódio levantou preocupações sobre a segurança durante o torneio. O caso ocorreu a cerca de 6,5 quilômetros do centro de treinamentos e do hotel onde a seleção ficará.
Os Três Leões estão no Grupo L da Copa do Mundo, ao lado de Croácia, Gana e Panamá. A estreia da equipe de Tuchel no torneio será no dia 17 de junho, às 17h (de Brasília), contra os croatas.