A famosa geração belga de futebol chega à sua última Copa do Mundo com expectativas bem diferentes das que teve nos últimos torneios. Agora, a equipe se vê em um grupo onde a classificação é praticamente uma obrigação. De um lado, temos o Egito e o Irã, que ainda buscam se reencontrar por motivos distintos, e a Nova Zelândia, que é considerada uma das seleções mais frágeis da competição.
A estreia da Bélgica será contra o Egito no domingo (15), às 16h, no horário de Brasília, em Seattle. Mais tarde, às 22h, o Irã enfrenta a Nova Zelândia em Inglewood, na região de Los Angeles.
BÉLGICA
Técnico: Rudi Garcia
Capitão: Youri Tielemans
Como se classificou: Líder do Grupo J das Eliminatórias Europeias
Participações em Copa: 15
Melhor participação: Terceiro lugar (2018)
Desempenho na última participação: Fase de grupos (2022)
A Bélgica começou o novo ciclo após uma queda precoce no Mundial do Catar. Com Domenico Tedesco no comando, a seleção enfrentou polêmicas internas que afetaram o desempenho em campo. O goleiro Thibaut Courtois, após desentendimentos com Tedesco, decidiu não vestir mais a camisa da seleção enquanto o treinador estivesse à frente.
Além dele, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku também criticaram as táticas de Tedesco. Mesmo com uma campanha invicta nas Eliminatórias, a Bélgica teve dificuldades na Eurocopa e na Liga das Nações, resultando na demissão de Tedesco em janeiro de 2025. Rudi Garcia assumiu e conseguiu manter a seleção na divisão A da Liga das Nações.
Agora, a Bélgica chega à Copa do Mundo com uma meta bem mais modesta: avançar para o mata-mata. No Grupo G, ao lado de Egito, Irã e Nova Zelândia, a equipe não pode se dar ao luxo de uma eliminação precoce. No entanto, há preocupações com a defesa e a forma física dos jogadores-chave, que já não estão em seus melhores dias.
Escalação provável:
Thibaut Courtois; Timothy Castagne, Nathan Ngoy, Arthur Theate, Maxim De Cuyper; Amadou Onana, Youri Tielemans; Alexis Saelemaekers, Kevin De Bruyne, Jeremy Doku; Charles De Ketelaere.
Destaque: Jeremy Doku, o jovem atacante, tem se destacado e é visto como a esperança do futuro da seleção belga. Sob a tutela de Pep Guardiola no Manchester City, Doku não é apenas veloz, mas também se tornou um finalizador preciso.
Fique de olho: Matías Fernández-Pardo, um atacante de 21 anos, é uma das novidades. Ele foi convocado em cima da hora e promete trazer frescor ao ataque.
EGITO
Técnico: Hossam Hassan
Capitão: Mohamed Salah
Como se classificou: Líder do Grupo A das Eliminatórias Africanas
Participações em Copa: 4
Melhor participação: Fase de grupos (3 vezes)
Desempenho na última participação: Fase de grupos (2018)
O Egito teve uma classificação forte, com Mohamed Salah brilhando e sendo crucial para a campanha. Ele marcou nove gols e está próximo de se tornar o maior artilheiro da história da seleção. No entanto, a equipe teve um desempenho decepcionante na Copa Africana de Nações, onde a abordagem defensiva não trouxe resultados positivos.
Agora, com um novo esquema tático, o Egito busca ser mais ofensivo e competitivo. A expectativa é que Salah esteja em boa forma e possa guiar a seleção em busca de uma vaga no mata-mata.
Escalação provável:
Mohamed El-Shenawy; Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Hamdy Fathy, Ahmed Fatouh; Marwan Attia, Mohanad Lasheen, Emam Ashour; Mohamed Salah, Trézeguet, Omar Marmoush.
Destaque: Salah continua a ser a estrela do time e é visto como a chave para o sucesso da seleção.
Fique de olho: Ibrahim Adel, um atacante promissor, pode surgir como uma opção valiosa para o ataque egípcio.
IRÃ
Técnico: Amir Ghalenoei
Capitão: Mehdi Taremi
Como se classificou: Líder do Grupo A da 3ª fase das Eliminatórias Asiáticas
Participações em Copa: 7
Melhor participação: Fase de grupos (7 vezes)
Desempenho na última participação: Fase de grupos
Sob a direção de Ghalenoei, o Irã procura apresentar um futebol mais sólido e ofensivo. Embora a seleção tenha uma dependência de jogadores experientes, o desafio é mudar a abordagem de jogo.
Escalação provável:
Alireza Beiranvand; Ramin Rezaeian, Hossein Kanaanizadegan, Shoja Khalilzadeh, Ehsan Hajisafi; Saeid Ezatollahi, Amirmohammad Razzaghinia; Mohammad Mohebi, Saman Ghoddos, Mehdi Ghayedi; Mehdi Taremi.
Destaque: Mehdi Taremi, com experiência em grandes clubes, é visto como um líder no ataque.
Fique de olho: Mehdi Ghayedi, um atacante versátil, pode se destacar e ajudar a equipe em momentos decisivos.
NOVA ZELÂNDIA
Técnico: Darren Bazeley
Capitão: Chris Wood
Como se classificou: Venceu as Eliminatórias da Oceania
Participações em Copa: 3 (1982, 2010 e 2026)
Melhor participação: Fase de grupos (2010)
Desempenho na última participação: Fase de grupos (2010)
A Nova Zelândia volta à Copa após 16 anos, com um elenco mesclado entre jovens e veteranos, e busca avançar além da fase de grupos. O time apresenta um estilo de jogo focado na posse de bola, mas os amistosos preparatórios mostraram que ainda precisam melhorar.
Escalação provável:
Alex Paulsen; Finn Surman, Liberato Cacace, Michael Boxall, Tim Payne; Marko Stamenic, Joe Bell; Eli Just, Sarpreet Singh, Ben Old; Chris Wood.
Destaque: Chris Wood, com uma longa carreira na Premier League, é um jogador-chave e espera-se que lidere a equipe.
Fique de olho: Eli Just, um meia-atacante que se destacou na temporada passada, pode surpreender e ser decisivo em momentos críticos.