Mohamed Salah é o grande destaque da seleção do Egito na estreia da Copa do Mundo de 2026, que acontece no Seattle Stadium. A expectativa é alta, especialmente porque ele completa 34 anos neste dia. Esperamos que os problemas de saúde que o atormentaram no final da temporada passada já tenham ficado para trás. Esta é apenas a segunda vez que Salah leva sua seleção a um Mundial, e, apesar de ser um feito incrível, ainda há quem questione sua contribuição ao time.
Um ponto que gera discussão entre os comentaristas é a ausência de títulos, como a Copa Africana de Nações, em sua trajetória com a seleção. Alguns críticos consideram isso um ponto negativo na carreira de Salah, mas essa visão não faz jus ao que ele representa para o Egito. Às vésperas do jogo contra a Bélgica, é interessante refletir sobre o legado do atacante e por que ele é, na verdade, uma figura essencial para o futebol egípcio.
Mohamed Salah e o Egito: uma trajetória de conquistas
Em dezembro de 2025, o ex-jogador Jamie Carragher fez comentários que minimizavam as conquistas de Salah pela seleção. No entanto, essas afirmações não levam em conta o impacto que ele teve no time e o contexto em que ele jogou. O Egito, embora tenha uma rica história na Copa Africana de Nações, enfrentou dificuldades para se qualificar em várias edições antes da chegada de Salah.
Ele estreou na seleção em 2011, com apenas 18 anos, em um momento em que o Egito não vivia um bom momento no futebol. Com o passar dos anos, Salah se tornou uma peça fundamental para a seleção, ajudando a garantir a classificação para várias edições da Copa Africana de Nações. Além disso, ele é o único jogador a ter marcado contra 11 seleções diferentes na história do torneio e é o maior artilheiro das Eliminatórias africanas para a Copa do Mundo, com 20 gols.
Embora o Egito tenha perdido todos os jogos na fase de grupos da Copa de 2018, é importante lembrar que Salah estava lidando com lesões na época. Antes de sua chegada, a seleção havia participado apenas de duas Copas do Mundo, a última delas em 1990. O jogo contra a Bélgica, que acontece agora, é uma nova oportunidade para Salah brilhar e deixar sua marca na história do futebol egípcio.
Mohamed Salah: um símbolo de esperança para o Egito
Salah se tornou uma das figuras mais inspiradoras do Egito, muito além de ser apenas um jogador de futebol. Ele surgiu em um período de instabilidade no país, que passou por crises políticas e sociais significativas. Desde as manifestações contra o presidente Hosni Mubarak até o trágico incidente no Estádio de Port Said em 2012, que resultou na morte de 74 pessoas, o Egito enfrentou muitos desafios.
Esses eventos abalaram o futebol egípcio, levando à suspensão do campeonato nacional por dois anos. O então diretor de mídia da Federação Egípcia de Futebol, Azmi Megahed, alertou que isso poderia comprometer o futuro da seleção. E foi nesse cenário complicado que Salah se destacou, marcando 67 gols em 116 partidas pela seleção. Com apenas dois gols a menos de se tornar o maior artilheiro da história do Egito, ele tem sido uma força unificadora para a equipe.
Embora seus companheiros de time nem sempre tenham conseguido acompanhar seu nível, Salah conseguiu levar a seleção a conquistas importantes, como a classificação para o Mundial de 2018, com um gol decisivo contra o Congo. Apesar das críticas sobre a falta de títulos, a trajetória de Salah é marcada por superações constantes. O seu legado já é indiscutível, independentemente do que acontecer contra a Bélgica.