A ausência de Endrick na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo ainda está gerando um bocado de conversa entre torcedores e analistas. Depois do empate em 1 a 1 contra Marrocos, muita gente ficou se perguntando por que Carlo Ancelotti não colocou o atacante de 19 anos em campo, nem por alguns minutinhos. Afinal, ele vinha de uma boa fase, tendo feito um gol decisivo contra o Egito em um amistoso. Para muitos fãs, Endrick poderia ser a peça que mudaria o rumo do jogo.
Mas, quem parece entender a decisão do técnico é Ronaldo Fenômeno. O ex-jogador, que é uma lenda do futebol e parte fundamental do pentacampeonato de 2002, comentou em uma entrevista que Endrick ainda terá chances ao longo do torneio. Porém, ele acredita que, neste momento, outros jogadores estão à frente na disputa por posições no ataque. Ronaldo também ressaltou que o contexto da partida influenciou as escolhas de Ancelotti. Uma mudança forçada no meio-campo alterou os planos e diminuiu as chances do jovem jogador entrar em campo.
— Se não fosse a substituição do Bruno Guimarães, Endrick teria entrado — analisou Ronaldo. — O Ancelotti estava em busca da vitória. Ele está pronto e competindo com outros grandes jogadores, como Matheus Cunha e Igor Thiago, que também têm se destacado.
### Ancelotti e sua abordagem cautelosa
A discussão sobre o espaço de Endrick não começou agora, na Copa do Mundo. Desde os seus tempos no Real Madrid, Ancelotti já enfrentava perguntas sobre o uso do atacante. Mesmo reconhecendo o talento do brasileiro, o treinador prefere uma abordagem mais gradual para o desenvolvimento dele. Para Ancelotti, não é só o talento que conta; ele valoriza a disciplina tática, a participação sem a bola e a compreensão coletiva do jogo.
Na estreia contra Marrocos, essa cautela ficou evidente. Com Igor Thiago começando como titular, Endrick ficou no banco durante todo o jogo. Quando questionado sobre a decisão, Ancelotti optou por falar sobre a equipe como um todo, sem entrar em detalhes individuais. Ele disse que a performance no primeiro tempo não foi boa, mas que o time melhorou no segundo, deixando claro que suas escolhas são baseadas em critérios coletivos, e não na pressão externa.
### Próxima chance para Endrick
Se a estreia deixou muitos frustrados por não ver Endrick em campo, a próxima partida pode trazer uma nova oportunidade. Na sexta-feira (19), o Brasil enfrentará o Haiti, um jogo que não é só importante pela vitória, mas também pela briga pela liderança do grupo. Ronaldo acredita que este confronto pode ser crucial para a equipe ganhar confiança e corrigir os erros do jogo anterior.
Ele ainda lembrou que o saldo de gols pode ser decisivo para a classificação final. Portanto, é fundamental aproveitar cada chance.
Enquanto isso, as expectativas em torno de Endrick só aumentam. Antes do Mundial, ele jogou 14 vezes pela seleção principal, marcando gols importantes contra equipes como Inglaterra, Espanha, México e Egito. Mesmo sem ser titular em todas as partidas, o jovem mostrou que pode ser decisivo. Com a atuação do Brasil na estreia abaixo do esperado, a pressão por mais minutos para Endrick só tende a crescer.