O raio-x do craque em todas as edições da Copa do Mundo

Cristiano Ronaldo está prestes a fazer história ao disputar sua sexta Copa do Mundo, um feito que apenas ele, Lionel Messi e Guillermo Ochoa conseguiram alcançar. Apesar dessa marca impressionante, CR7 ainda vive uma certa frustração em relação ao torneio, que vai além de nunca ter levantado o troféu. Sua melhor participação foi em 2006, quando Portugal terminou em quarto lugar, enquanto a pior foi em 2014, no Brasil, onde a equipe não conseguiu passar da fase de grupos. Ao todo, o craque marcou oito gols em 22 partidas, um desempenho que pode parecer abaixo do esperado em um evento tão grandioso.

Cada Copa do Mundo traz um contexto diferente para Cristiano Ronaldo. Desde as temporadas que antecedem o torneio até o seu estado físico, tudo influencia seu desempenho. Vamos dar uma olhada em como foi a trajetória dele nas Copas até agora.

A estreia em 2006

Quando Cristiano Ronaldo fez sua primeira aparição em Copas do Mundo, em 2006, ele tinha apenas 21 anos. Já era um nome conhecido, jogando pelo Manchester United e sob a liderança de Luiz Felipe Scolari na seleção portuguesa. As expectativas eram altas, pois Portugal havia sido vice-campeão da Eurocopa dois anos antes.

Na temporada 2005/06, CR7 se firmou como um dos principais jogadores do Manchester, marcando 12 gols em 47 partidas. Com um calendário mais leve devido à eliminação precoce na Champions League, ele chegou à Copa em excelente forma física. Durante o Mundial, ele fez um gol e se destacou pela habilidade de criar oportunidades, ajudando Portugal a avançar até as semifinais.

A segunda chance em 2010

Em 2010, Cristiano chegou à Copa da África do Sul com um novo status. Ele era o capitão da seleção e tinha acabado de conquistar uma Bola de Ouro. No entanto, o clima não era dos melhores. Com uma lesão no tornozelo e tendo passado um ano sem marcar gols pela seleção, as expectativas estavam baixas.

Na Copa, Portugal não brilhou como esperado. CR7 fez um gol na fase de grupos, mas a seleção foi eliminada pela Espanha nas oitavas de final. Após a derrota, Cristiano expressou sua insatisfação com o treinador Carlos Queiroz, refletindo a pressão que sentia.

O fiasco no Brasil em 2014

A Copa de 2014, no Brasil, era vista como a chance de CR7 brilhar, mas o que se viu foi uma decepção. Ele chegou com o título de melhor jogador do mundo e após uma temporada incrível no Real Madrid, mas uma lesão no joelho o deixou comprometido fisicamente. Os médicos até aconselharam que ele não jogasse.

Portugal não conseguiu avançar além da fase de grupos, e Cristiano marcou apenas um gol, encerrando a participação de forma melancólica. Foi uma das piores experiências da sua carreira em Mundiais.

O brilho na Rússia em 2018

Já em 2018, na Rússia, as coisas começaram a mudar. Com 33 anos, Cristiano Ronaldo tinha dúvidas sobre sua continuidade na seleção. Porém, após uma temporada notável, ele fez uma estreia de gala, marcando um hat-trick contra a Espanha, um dos momentos mais memoráveis da sua carreira.

Portugal avançou para as oitavas de final, mas foi eliminado pelo Uruguai. Ronaldo terminou a competição com quatro gols em quatro jogos, mostrando que ainda tinha muito a oferecer.

A última participação em 2022

Na Copa do Catar em 2022, a situação era bem diferente. Cristiano havia retornado ao Manchester United, mas sua temporada estava conturbada. Ele se apresentou à seleção sem o ritmo ideal e, apesar de marcar um gol na estreia contra Gana, sua participação foi marcada por problemas, incluindo uma briga com o treinador Fernando Santos.

Acabou perdendo o lugar no time titular e, após a eliminação para Marrocos nas quartas de final, muitos especularam que essa poderia ser sua última Copa.

Como chega para a Copa de 2026?

Agora, Cristiano Ronaldo embarca para a Copa de 2026 em um cenário inesperado. Após quase quatro anos jogando na Arábia Saudita, ele se tornou artilheiro do Al-Nassr e, apesar de algumas dificuldades recentes, ainda é uma figura central na seleção portuguesa. Aos 41 anos, a expectativa é que ele traga experiência e liderança, mas sem o protagonismo de outrora, pois a equipe de Roberto Martínez está cheia de talentos em alta.

É um novo capítulo na carreira de um dos maiores jogadores da história, e certamente todos os olhos estarão voltados para ele mais uma vez.

Sobre o Autor

João Ribeiro