Lionel Messi é um dos grandes nomes do futebol mundial, mas até ele chegou a ser questionado sobre sua forma física antes da Copa do Mundo de 2026. Agora, imagine como isso seria para Rodrigo de Paul! O meia se juntou a Messi no Inter Miami em meados de 2025, o que levantou algumas dúvidas sobre sua carreira e até sobre sua permanência na seleção argentina. Mas a estreia da Argentina na Copa, com uma vitória de 3 a 0 sobre a Argélia, mostrou que ele ainda tem muito a oferecer.
Com 32 anos, De Paul foi fundamental na partida, assim como já havia sido no título mundial há quase quatro anos. Ele se destacou tanto com a bola nos pés quanto na proteção defensiva. O jogador mostrou-se físico e determinado, ganhando duelos importantes e desarmes. Com liberdade para atuar como meia direita, ele participou ativamente da construção das jogadas.
As preocupações sobre De Paul eram compreensíveis. A liga dos Estados Unidos não tem o mesmo nível técnico e tático que as europeias, além de ter um calendário mais curto. No entanto, quando ele veste a camisa da Argentina, parece se transformar, ignorando qualquer impacto negativo. A Argélia, que é um adversário respeitável, não conseguiu neutralizá-lo. De Paul chegou a atuar quase como um lateral-direito em algumas jogadas, permitindo que Gonzalo Montiel e depois Nahuel Molina subissem mais pelo campo.
No primeiro gol de Messi, por exemplo, De Paul apareceu entre os zagueiros e, com um passe certeiro, conseguiu deixar seis defensores africanos fora de jogo. Isso criou um espaço enorme para Messi, que não perdeu a chance de abrir o placar. No terceiro gol, De Paul estava posicionado atrás dos atacantes, pronto para conectar Lionel em um contra-ataque, mostrando sua capacidade de desmarcação e visão de jogo.
O desempenho dele foi impressionante: quase 70 ações com a bola e 92% de passes certos! Ele foi considerado o melhor em campo, excluindo Messi, claro.
É importante lembrar que De Paul, muitas vezes visto apenas como um “protetor” de Messi, merece mais reconhecimento. Ele começou a brilhar na Serie A pela Udinese, e em 2019, se tornou titular sob o comando de Lionel Scaloni, iniciando um ciclo que culminou na conquista do título mundial.
Sua trajetória inclui momentos marcantes, como a Copa América de 2021, onde deu a assistência para o gol de Ángel Di María, garantindo o troféu em cima do Brasil no Maracanã. E na Copa do Mundo de 2022, foi titular em todas as partidas, sendo substituído apenas três vezes.
Para 2026, no sonho do tetracampeonato argentino, Rodrigo de Paul terá um papel crucial, independentemente da sua mudança para os Estados Unidos. A Argentina já se prepara para outro desafio na próxima segunda-feira (22), enfrentando a Áustria, antes de encerrar a fase de grupos contra a Jordânia.