Ex-jogadores do Coritiba são campeões na Jordânia, mas sem título

Recentemente, Ney Franco e Robson Gomes, dois profissionais de destaque do Coritiba, tiveram suas trajetórias interrompidas no Al Hussein, da Jordânia, logo antes de uma conquista importante. Junto com eles estava o auxiliar Thiago Larghi, ex-treinador de Atlético-MG e Goiás. O trio chegou ao time em agosto do ano passado, e, quando deixaram o clube, estavam prestes a garantir o título do Campeonato Jordaniano, além de terem alcançado as quartas de final da Champions League Two da Ásia.

Infelizmente, no final de abril, a demissão foi um verdadeiro balde de água fria. Com uma campanha impressionante de 23 jogos, incluindo 17 vitórias, o time parecia destinado ao sucesso. Após a saída deles, o Al Hussein jogou apenas duas partidas e, mesmo assim, levantou o troféu. O Robson, que atualmente está no Atlético-GO, não escondeu sua decepção, mas também expressou um sentimento de conquista. “É difícil ver tudo isso acontecer tão perto, mas sabemos que nosso trabalho foi fundamental para chegar até aqui. Fomos parte dessa vitória e isso é o que importa”, comentou em uma entrevista.

Ele também se mostrou grato pela experiência de trabalhar na Jordânia, um país rico em cultura e história. Robson teve a oportunidade de conhecer mais sobre o futebol local e expressou seu desejo de ver a seleção da Jordânia brilhar na Copa do Mundo.

Falando sobre a seleção, Robson teve a chance de trabalhar com oito jogadores convocados para o Mundial. Entre eles, ele destacou o goleiro Yazeed Abu Laila e o atacante Mahmoud Al-Mardi, elogiando suas habilidades e potencial. Ele também mencionou outros talentos, como o jovem Odeh Fakhouri, do Pyramids, no Egito, que promete ser uma estrela no futuro.

Agora, a seleção da Jordânia se prepara para um desafio e tanto: enfrentar a Argentina de Lionel Messi na Copa do Mundo. Após uma estreia difícil contra a Áustria, onde perdeu por 3 a 1, a Jordânia busca seus primeiros pontos no confronto com a Argélia. Robson, que acompanha de perto essa jornada, sabe que a equipe enfrenta desafios, mas mantém a esperança de um resultado positivo.

Ele lembrou como a população estava animada com a participação da Jordânia no torneio, criando um clima de festa e união. O sorteio do grupo trouxe emoções mistas: alegria por estar junto de grandes seleções, mas também a consciência das dificuldades que viriam. Robson acredita que, independentemente do resultado, a experiência acumulada será valiosa para o desenvolvimento do futebol jordaniano.

Além disso, ele ressaltou que a participação na Copa do Mundo pode impulsionar a profissionalização do esporte no país. Com a maioria dos jogadores treinando em condições que não são as ideais, como em grama sintética, a necessidade de melhorias nas estruturas se torna evidente. Essa é uma oportunidade para que o futebol na Jordânia evolua e, quem sabe, se torne uma presença constante nas próximas Copas.

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João Ribeiro