Gianni Infantino, o presidente da FIFA, já está fazendo uma avaliação sobre a Copa do Mundo de 2026 e, pelo que parece, ele considera que o evento foi um sucesso. Essa edição foi especial, pois contou com a participação de três países: Estados Unidos, Canadá e México. Além disso, o número de seleções aumentou para 48, uma mudança significativa após 24 anos em que a competição tinha apenas 32 equipes divididas em oito grupos. E, mesmo assim, Infantino não descarta a possibilidade de um novo aumento no número de participantes a partir de 2030.
Nos bastidores, a Conmebol já está defendendo que a próxima Copa do Mundo tenha 64 seleções. Embora Infantino não tenha afirmado que isso será uma realidade, ele confirmou que a proposta será analisada. Em uma entrevista ao portal suíço “Bluewin”, ele disse que é fundamental que o torneio represente o mundo todo, e não somente a Europa e a América do Sul.
O aumento no número de seleções não precisa, necessariamente, vir acompanhado de uma mudança no formato da competição. Para a Copa do Mundo de 2026, a FIFA organizou o torneio com 48 equipes divididas em 12 grupos, onde os dois primeiros de cada grupo avançavam para a fase eliminatória, junto com os oito melhores terceiros colocados.
Entretanto, essa classificação dos terceiros colocados gerou algumas críticas. Por exemplo, a Escócia e a Coreia do Sul terminaram na terceira posição em seus grupos e precisaram jogar antes de outros times, o que dificultou suas chances de avançar, já que não sabiam exatamente qual resultado precisavam. Em contraste, Senegal entrou em campo sabendo que precisava vencer o Iraque por uma grande diferença de gols, o que acabou acontecendo.
Se a próxima Copa do Mundo tiver 64 seleções, esse problema da classificação dos terceiros colocados poderia ser resolvido. Assim, as equipes que jogam por último na fase de grupos não teriam vantagem sobre as outras. O formato de mata-mata, começando nos 16-avos de final, poderia ser mantido, garantindo que a competição siga emocionante.
Falando da próxima Copa do Mundo, que acontecerá em 2030, o evento será sediado por seis países: Espanha, Marrocos e Portugal, que serão as sedes principais, e Argentina, Paraguai e Uruguai, que terão a honra de receber os jogos inaugurais. Essa decisão da Conmebol foi feita para celebrar o centenário da competição, que começou em 1930 no Uruguai.
Com isso, já temos seis seleções garantidas para a próxima Copa, sem que precisem passar pelas Eliminatórias. No entanto, o número exato de seleções e o formato ainda estão sendo discutidos. Existe a possibilidade de que, ao invés dos jogos inaugurais, três grupos sejam disputados na América do Sul, semelhante ao que aconteceu com o Canadá e o México nesta última edição.
Para que a ideia da Conmebol de um Mundial com 64 equipes avance, será necessário o apoio de outras confederações. O formato das Eliminatórias da América do Sul ainda está indefinido, já que três das dez seleções não precisarão passar por essa fase. Na Europa, a UEFA já está definindo como será o próximo ciclo, o que pode dificultar o apoio a essa proposta.
Enquanto isso, Infantino também se aproximou de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, e da Concacaf. A ideia é que Trump esteja presente na final da Copa, marcada para o MetLife Stadium em 19 de julho, para entregar o troféu à seleção campeã. Até o momento, ele não assistiu a nenhuma partida, embora Infantino tenha comentado que Trump acompanha todos os jogos da Casa Branca.
Com a inclusão de 48 seleções, houve um aumento na representação de continentes que antes não tinham tanto espaço, como África, Ásia e Oceania. Por exemplo, Cabo Verde conseguiu avançar para os 16-avos, sendo uma das nove seleções africanas a chegar à fase eliminatória. Infantino tem mostrado um bom relacionamento com outras confederações ao ampliar as vagas e sedes da Copa do Mundo.
Ele acredita que toda nação deve ter a oportunidade de sonhar em participar do Mundial, destacando o alto nível que as seleções têm alcançado ao redor do mundo. Caso não dê oportunidades para os países menores, eles podem perder o incentivo para melhorar.
Este ano, além de Cabo Verde, o Uzbequistão e a Jordânia, na Ásia, também tiveram sua primeira participação na Copa do Mundo. Além disso, a Oceania conquistou uma vaga permanente, representada pela Nova Zelândia. Até 2022, o vencedor das Eliminatórias do continente precisava passar por uma repescagem para garantir sua vaga no Mundial.