O Brasil fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13) e empatou em 1 a 1 com a seleção de Marrocos. O técnico Carlo Ancelotti, que já vinha fazendo testes com a equipe há um ano, levou um time que tinha o centroavante mais “camisa 9” possível. O jogo começou com alguns desafios que trouxeram à tona as dificuldades iniciais de Ancelotti à frente da Seleção.
Logo no começo, o Brasil levou um gol devido a falhas na pressão, algo que se tornou recorrente nas partidas anteriores. O empate veio de uma jogada individual de Vinícius Júnior, que mostrou seu talento e habilidade. O jogo teve muitas mudanças na construção das jogadas, e a equipe se organizou melhor defensivamente no segundo tempo, mas ainda assim teve dificuldades em criar boas oportunidades no ataque.
### Começo Acelerado e Lembranças do Passado
A primeira parte da partida trouxe à memória a estreia de Ancelotti com o Brasil, que aconteceu há exatamente um ano contra o Equador. Naquela ocasião, a Seleção foi dominada pelos equatorianos, que mantinham a posse de bola e pressionavam os brasileiros. A grande crítica daquele jogo foi a falta de controle com a bola, onde a aceleração e a verticalidade eram priorizadas.
Contra Marrocos, o Brasil começou em um esquema 4-2-3-1, com Paquetá jogando pela direita e Raphinha na posição de “camisa 10”. O ataque passou por algumas mudanças, incluindo a presença de Igor Thiago como centroavante. No entanto, essa formação trouxe dois problemas principais: a falta de amplitude pela direita e a dificuldade de controlar o meio-campo. Paquetá, que deveria ajudar na construção, acabava se movimentando muito para o centro, enquanto Raphinha buscava constantemente a profundidade, dificultando o jogo coletivo.
Marrocos, por sua vez, pressionava a construção brasileira de forma estratégica. Os marroquinos fechavam o meio-campo e pressionavam intensamente quando a bola passava da intermediária. O time deles se defendia em um formato que permitia uma transição rápida e eficiente, o que fez com que o Brasil precisasse trocar as posições de Raphinha e Paquetá para tentar criar mais espaço. Essa mudança ajudou a equipe a manter mais posse de bola, mas as chances de gol ainda eram escassas, com apenas uma jogada individual de Vinícius Júnior levando um pouco de perigo.
### Problemas na Defesa e Gol Marroquino
Em 12 jogos sob a direção de Ancelotti, o Brasil teve apenas duas atuações realmente sólidas, e a defesa continuou a apresentar problemas, especialmente no sistema de pressão alta. Esse padrão se repetiu contra Marrocos. Embora a pressão pós-perda tenha funcionado em amistosos recentes, a estreia na Copa mostrou que a organização defensiva ainda precisa de ajustes.
O gol marroquino resultou de uma sequência de erros. Após a perda da bola de Paquetá, a pressão não foi eficiente, permitindo que Mazraoui tivesse tempo para um bom passe. Brahim Diaz, livre, recebeu a bola e lançou Salibari, que finalizou de forma certeira. Apesar do primeiro tempo turbulento, a defesa brasileira se ajustou no segundo, permitindo que Marrocos não finalizasse nenhuma vez após o intervalo.
### Ajustes e Controle no Segundo Tempo
No segundo tempo, a Seleção Brasileira se mostrou mais equilibrada, dominando a posse de bola e defendendo-se melhor. Com todos os 12 chutes de Marrocos ocorrendo antes dos 30 minutos do primeiro tempo, o Brasil conseguiu se reorganizar e controlar mais o jogo. A troca de posições entre Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães foi um dos pontos que ajudou na manutenção da estrutura defensiva.
Assim, a estreia do Brasil na Copa do Mundo refletiu um pouco da jornada de Ancelotti até aqui: um time com mudanças e busca por identidade, mas que ainda enfrenta altos e baixos, tanto no ataque quanto na defesa.