A morte de Diogo Jota deixou marcas profundas não só nos torcedores do Liverpool, mas especialmente em seus colegas de equipe. Em uma conversa com o “L’Équipe”, Dominik Szoboszlai compartilhou como foi difícil para o time lidar com essa perda ao longo da temporada. Ele comentou que, no começo, o grupo tentou usar essa dor como uma forma de motivação, mas reconheceu que foi um fardo pesado para todos.
O falecimento de Jota completou um ano no último dia 3 de julho. Ele não era apenas um jogador versátil em campo, especialmente sob o comando de Jürgen Klopp, mas também alguém que se dedicava intensamente ao clube. Szoboszlai ressaltou que a morte do colega trouxe uma sensação de incompreensão entre os jogadores, dificultando a aceitação da perda do atacante português. “Eu joguei a temporada dando o meu melhor porque acreditava que era isso que ele esperava de nós. Mas era complicado, pois todos se perguntavam: ‘Por que isso aconteceu com alguém como ele?’”, contou.
O meia também destacou que, apesar da dor compartilhada, o assunto nunca foi discutido abertamente entre os jogadores. Ele acredita que essa falta de diálogo pode ter sido prejudicial, já que todos guardaram seus sentimentos para si. “Nunca conversamos sobre isso. Todos levaram a tragédia muito a sério, e não sei se isso foi bom. Ninguém conseguiu expressar o que sentia”, refletiu.
Recentemente, o Liverpool instalou um memorial permanente em Anfield em homenagem a Diogo Jota e seu irmão, André Silva, que também perdeu a vida em um acidente de carro. A estrutura, chamada “Forever 20”, traz uma mensagem que celebra a vida dos irmãos e seu legado. Antes do início da última temporada, o clube já havia decidido aposentar o número 20 da camiseta em homenagem a Jota. Essas iniciativas mostram como o clube e a torcida lembram com carinho e respeito de um jogador que deixou uma marca significativa na história do Liverpool.