A trajetória da Argentina até a semifinal da Copa do Mundo foi cheia de emoções, mas nem sempre com o melhor desempenho. As classificações nas fases anteriores contra Cabo Verde, Egito e Suíça foram mais resultado da mística de ser um time vitorioso e da habilidade de Lionel Messi do que de uma atuação realmente coletiva. Porém, na semifinal contra a Inglaterra, a história foi diferente. O time mostrou um nível elevado de jogo, trazendo esperanças para os torcedores.
Antes do confronto com os ingleses, o técnico Lionel Scaloni enfrentou um desafio: a condição física de Enzo Fernández e Alexis Mac Allister estava preocupante. Com isso, muitos começaram a questionar se era hora de dar chance a jovens jogadores como Nico Paz e Valentín Barco, que já haviam brilhado em 2022. No entanto, Scaloni decidiu manter a base que já conhecia o caminho da vitória, e no fim das contas, a experiência fez toda a diferença.
Na semifinal, a única mudança na escalação foi a entrada de Giuliano Simeone no lugar de Rodrigo de Paul. A ideia era que Simeone, jogando aberto na direita, pudesse dar mais opções ao ataque, enquanto Nicolas Tagliafico ocupava o lado esquerdo. O jovem atacante teve momentos importantes no jogo, mas a decisão ficou nas mãos dos veteranos, que Scaloni escolheu manter.
Enzo Fernández, apesar do desgaste visível, foi crucial no meio-campo. Ele se posicionou bem, ajudando na saída de bola e, com um belo chute, empatou a partida. Ele foi o jogador com mais toques na bola e passes certos, mostrando que mesmo cansado, ainda tinha muito a oferecer.
Mac Allister, por sua vez, teve uma participação mais discreta na construção, mas foi importante ao atacar a área. Ele teve duas chances que foram na trave, sendo uma delas antes de Messi cruzar para Lautaro Martínez marcar e virar o jogo.
De Paul também fez sua parte. Voltou a campo e se tornou uma opção valiosa, especialmente quando a Inglaterra se fechou na defesa. Scaloni, assim como fez contra a Suíça, colocou muitos jogadores na área em busca do resultado. Nicolas Otamendi, pilar da equipe em 2022, até assumiu a função de centroavante, enquanto Nico González se transformou em lateral-esquerdo.
A vitória da Argentina foi emocionante e mostrou que a equipe ainda tem fôlego. Olhando para a final contra a Espanha, Scaloni deve manter a estrutura do time, mas com uma dúvida na posição de De Paul. Ele é fundamental para manter a posse de bola e ajudar na articulação do jogo. Na final, enfrentar a Espanha – que também gosta de ter a bola – pode exigir uma estratégia diferente para desestabilizá-los.
A decisão está marcada para este domingo, às 16h, horário de Brasília. Será um grande desafio, e todos estão ansiosos para ver como a Argentina se sairá.