A Bélgica entrou na Copa do Mundo com expectativas bem baixas. O time, que já foi considerado uma das potências do futebol, enfrentou dificuldades até o final do segundo tempo contra o Senegal, onde estava perdendo por 2 a 0. Apesar de uma fase de grupos decepcionante, a seleção se reinventou ao longo da competição e conseguiu uma eliminação digna nas quartas de final, ao perder para a Espanha.
Na partida, a Bélgica saiu atrás, mas não se deixou abater. O time lutou para empatar e até ameaçou virar o jogo em alguns momentos. No entanto, sem a presença de Thibaut Courtois no gol, uma falha de Senne Lammens custou caro. Para os belgas, a eliminação é dolorosa, pois chegou a parecer que a vitória era possível. Mas, por outro lado, os últimos jogos deixaram um gosto um pouco mais amargo, mostrando que a equipe ainda tem potencial.
Um histórico recente complicado
A trajetória da Bélgica nos meses que antecederam a Copa não foi tão ruim assim. Sob a direção de Rudi Garcia, que assumiu o cargo no ano passado, a seleção teve um bom desempenho nas Eliminatórias, vencendo equipes como Liechtenstein e País de Gales. No entanto, o período anterior foi complicado, especialmente sob o comando de Domenico Tedesco, que enfrentou problemas de relacionamento e viu o time lutar para não ser rebaixado na Nations League.
A missão de recuperar a seleção após uma campanha decepcionante na Copa de 2022 era desafiadora. Muitos dos astros da equipe, como Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku, já não estão em sua melhor forma, e a falta de novos talentos à altura dos que se aposentaram, como Eden Hazard, deixou uma lacuna difícil de preencher.
Desempenho irregular na fase de grupos
No Mundial, a Bélgica caiu em um grupo que parecia acessível, com Egito, Irã e Nova Zelândia. Contudo, a realidade foi diferente. O time teve um desempenho burocrático, empatando os dois primeiros jogos e até correndo o risco de perder para o Egito. A vitória por 4 a 1 sobre a Nova Zelândia garantiu a classificação, mas o jogo contra Senegal expôs a falta de criatividade e garra da equipe. Foi só após mudanças estratégicas de Garcia que a Bélgica conseguiu empatar e reverter a situação.
Um adeus emocional à geração de ouro
No jogo contra a Espanha, Kevin de Bruyne fez uma atuação memorável, mesmo não estando em sua melhor forma. Ele deu passes que lembraram seus melhores momentos no Manchester City. Essa partida pode ter sido a última de muitos jogadores dessa geração, que, apesar de não terem conquistado um título, deixaram um legado importante. A sensação é de que a Bélgica, embora tenha jogadores talentosos, não conseguirá repetir a qualidade do time que encantou o mundo entre 2010 e 2020.
A Bélgica é um país pequeno, mas conseguiu revelar talentos extraordinários como Courtois, Kompany, Hazard e De Bruyne todos ao mesmo tempo. No entanto, a pressão para substituir esses grandes nomes tem mostrado ser uma tarefa difícil. O atual elenco conta com bons jogadores, mas a comparação com a geração anterior é inevitável e, ao que tudo indica, os resultados a seguir ficarão abaixo das expectativas.
Ainda assim, há esperança. Jogadores mais jovens como Amadou Onana e Charles De Ketelaere estão se destacando e mostrando que a equipe tem potencial. A Bélgica pode não ter a mesma força da antiga geração, mas ainda pode surpreender com novas histórias e conquistas nos próximos anos.