O empate sem gols entre Inglaterra e Gana trouxe à tona não apenas a força defensiva da equipe de Carlos Queiroz, mas também uma polêmica que chamou a atenção dos torcedores. Tudo começou quando Jude Bellingham foi flagrado cobrindo a boca durante uma conversa com Jordan Ayew. Recentemente, a FIFA estabeleceu uma nova regra que prevê a expulsão de jogadores que façam isso ao se dirigirem a um adversário. Porém, o meia da seleção inglesa não recebeu cartão vermelho do árbitro hondurenho Said Martínez, o que gerou questionamentos.
No último sábado, Miguel Almirón se tornou o primeiro jogador a ser expulso na competição por causa dessa nova diretriz. Ele foi punido após uma revisão do VAR durante o jogo entre Turquia e Paraguai, quando cobriu a boca para falar com Mert Muldur. A diferença entre os dois casos é que, enquanto a situação de Almirón estava envolvida em um clima de tensão, a conversa de Bellingham com Ayew parecia bem mais tranquila.
Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da FIFA, esclareceu que a regra não visa proibir o ato de cobrir a boca em si, mas sim quando isso acontece em momentos de conflito. Ele destacou que se a conversa for amigável, os jogadores podem interagir normalmente. “É normal bater um papo antes, durante ou depois da partida”, disse Collina. No caso de Bellingham, não havia qualquer animosidade; eles estavam apenas trocando palavras como colegas de profissão.
A situação de Almirón foi bem diferente. Antes da expulsão, houve uma entrada dura que gerou uma confusão em campo. Isso deixou o ambiente muito tenso, e foi nesse contexto que Almirón tapou a boca. Gianni Infantino, presidente da FIFA, reforçou a importância da regra, afirmando que ela se baseia no respeito e na transparência entre os jogadores. “Se você não tem nada a esconder, não cubra a boca ao falar com alguém”, alertou.
A origem dessa nova norma remonta a um incidente ocorrido em fevereiro, durante um jogo da Champions League. Vinicius Jr. teve um desentendimento com Gianluca Prestianni, que cobriu a boca para ofendê-lo. O episódio resultou em uma investigação da UEFA e, eventualmente, levou a FIFA a implementar essa regra para evitar situações semelhantes no futuro, visando garantir um ambiente mais respeitoso dentro de campo.
Assim, as discussões sobre como a arbitragem está se adaptando a novas regras continuam, e o que se espera é que isso melhore ainda mais a dinâmica dos jogos, promovendo um clima de respeito e fair play entre os atletas.