Fabián Ruiz e Olmo são fundamentais para a final da Copa do Mundo

A Espanha deu um show e eliminou a França da Copa do Mundo de 2026, garantindo uma vitória de 2 a 0 na semifinal. O jogo foi bem equilibrado, principalmente na posse de bola, mas o meio-campo espanhol brilhou mais uma vez. Uma curiosidade interessante é que Pedri, um dos melhores meias do mundo, ficou de fora do time titular. Ele já havia sido reserva na partida contra a Bélgica e novamente Luis de la Fuente optou por Fabián Ruíz. Essa escolha se mostrou muito acertada.

Falar de Pedri é lembrar que ele traz um estilo único ao jogo. Ele é um craque que sabe exatamente onde e como as jogadas devem acontecer. A presença dele em campo geralmente garante que a Espanha mantenha a posse da bola de maneira inteligente, abrindo espaços tanto lateralmente quanto verticalmente. Porém, contra uma equipe tão forte fisicamente como a França, a decisão de deixá-lo no banco pode ter sido estratégica. O jogo se desenhou de forma intensa, com muitos duelos e transições perigosas.

Fabián Ruíz, com sua estatura de 1,89m, trouxe uma outra dinâmica ao meio-campo. Ele não apenas mantém o estilo de posse de bola que a Espanha adota, mas também oferece uma presença física que ajuda a fortalecer o setor. E ele não decepcionou: foram sete recuperações de bola e cinco vitórias em duelos defensivos, enquanto enfrentava jogadores habilidosos como Michael Olise e Ousmane Dembélé, além de atletas com força como Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot.

O camisa 8 fez mais do que defender. Ele foi essencial na organização ofensiva também. Com Marc Cucurella se aventurando no ataque, Ruíz recuava para ser uma opção de passe, sempre se movimentando para encontrar espaços entre a defesa francesa. Quando tinha a bola, ele se destacou nas conduções. Embora a Espanha não conseguisse manter a posse por muito tempo, Ruíz foi fundamental em momentos de pressão, conseguindo proteger a bola e avançar. No total, ele fez 22 conduções que somaram 163 metros, sendo 71 metros em jogadas progressivas. Mesmo sendo substituído aos 78 minutos, ele teve 83 toques na bola, o segundo mais envolvido, perdendo apenas para Aymeric Laporte, que jogou os 90 minutos.

Rodri, ao seu lado, trouxe ainda mais solidez ao meio-campo. Com seu entendimento de jogo e uma estatura de 1,91m, ele é um verdadeiro tanque defensivo. Rodri venceu sete dos doze duelos que participou e teve 100% de sucesso em quatro disputas aéreas. A combinação dele com Ruíz elevou a defesa da Espanha a outro nível.

Na frente, Dani Olmo se mostrou uma peça chave. Ele tem liberdade para explorar espaços e se movimenta bem. Ele se posicionava entre as linhas e também se aproximava de Mikel Oyarzabal, o falso nove. Olmo é habilidoso e associativo, sempre buscando passes em profundidade ou se colocando em posição de finalizar. Ele foi o responsável pela assistência no segundo gol, mostrando que, enquanto Ruíz trouxe força ao meio-campo, Olmo trouxe criatividade ao ataque.

Luis de la Fuente, ao acreditar no potencial desses jogadores, conseguiu moldar uma equipe que não só é forte fisicamente, mas também muito criativa. A vitória sobre a França foi um exemplo claro de como a combinação de talento e estratégia pode levar a Espanha à final da Copa do Mundo.

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João Ribeiro