O presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, falou sobre sua decisão de deixar a Futebol Forte União (FFU), uma das ligas que cuida dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, a insatisfação em relação ao dinheiro recebido é o que o levou a essa escolha. O Operário, quando estava na Série B, recebeu um valor bem inferior ao de outros clubes, o que o deixou bastante frustrado.
Góes explicou que, enquanto os times da Série B ganharam entre R$ 30 e R$ 35 milhões, o Operário recebeu apenas R$ 3 milhões após ser rebaixado para a Série C. “Não quero sair da liga, mas se não me pagarem o que é justo, não tenho como ficar. Não faz sentido que todos recebam R$ 30 milhões e eu só R$ 3 milhões”, disse ele em uma conversa com a equipe do UmDois Esportes. O dirigente também ressaltou que, em dois anos de contrato com a liga, o que o Operário recebeu não se compara ao valor que foi investido.
Recentemente, os clubes da FFU se reuniram em São Paulo pela primeira vez sem a presença da Sports Media Entertainment, que comprou uma parte dos direitos de arena. Essa situação gerou algumas discussões, especialmente após uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que não permitiu restrições para a saída dos clubes. “Até agora, ninguém se manifestou. Tivemos uma reunião, mas não houve progresso. O Operário busca seus direitos, e ninguém se posicionou sobre o valor que achamos justo”, comentou Góes.
Além das discussões sobre a saída do Operário, a FFU também está avaliando a possibilidade de criar uma liga única. Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico, foi escolhido para representar os clubes nas conversas com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Liga do Futebol Brasileiro (Libra).
Álvaro Góes acredita que a união das ligas pode ser a solução para o crescimento do futebol brasileiro. Ele destacou que o Flamengo, que está em conflito com outros times da Libra por causa dos direitos de transmissão, precisa colaborar para que todos possam prosperar. “Não faz sentido ter ligas brigando. O Flamengo não pode fazer o campeonato sozinho; ele precisa dos 19 clubes da Série A. A única saída é trabalharmos juntos”, finalizou o dirigente.