A França confirmou seu favoritismo e venceu o Iraque por 3 a 0, em uma partida realizada nesta segunda-feira, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Esse jogo foi parte da segunda rodada do Grupo I da Copa do Mundo e trouxe mais um momento especial para Kylian Mbappé, que marcou dois gols e alcançou uma marca histórica: agora ele tem 16 gols em Copas do Mundo, superando Ronaldo Fenômeno e igualando Miroslav Klose. O único à frente dele é Lionel Messi, com 18 gols.
Mas o jogo não foi só sobre os números de Mbappé. A partida teve uma interrupção de mais de duas horas devido ao mau tempo na região, o que levou à ativação do protocolo de segurança por conta de raios nas proximidades do estádio. Quando a partida foi paralisada, a França já estava na frente com 1 a 0.
Mesmo sem ter mostrado toda a sua intensidade, a seleção francesa demonstrou por que é considerada uma das favoritas ao título. Quando acelerou o jogo, ficou evidente a sua superioridade sobre o Iraque. E quando diminuiu o ritmo, conseguiu controlar a situação sem grandes preocupações.
## Elenco Farto e Flexibilidade
Uma das grandes forças da seleção francesa é a variedade de opções que Didier Deschamps tem à disposição. Poucas equipes na Copa do Mundo conseguem trocar jogadores importantes sem perder qualidade. Isso ficou claro mais uma vez na partida contra o Iraque.
Na estreia, a França derrotou o Senegal por 3 a 1, com Aurélien Tchouaméni no meio-campo ao lado de Adrien Rabiot. Contra o Iraque, Deschamps fez uma mudança e escalou Manu Koné, que trouxe características diferentes para o jogo. Enquanto Tchouaméni é mais posicional e defensivo, Koné tem uma mobilidade maior e ajuda no ataque, o que acabou sendo um diferencial.
Outra mudança significativa foi no ataque. Após iniciar a Copa com Désiré Doué como titular, Deschamps decidiu colocar Bradley Barcola no time principal, e essa escolha se mostrou acertada. Na estreia contra o Senegal, Barcola entrou no segundo tempo e, em poucos minutos, já havia deixado sua marca ao marcar um gol que ajudou a garantir a vitória.
Essa concorrência saudável entre os jogadores só reforça a riqueza de opções que Deschamps possui, tanto na seleção quanto no PSG. Cada jogador parece estar buscando mostrar seu valor, o que é ótimo para a equipe.
## Ajustando o Ritmo
Embora a qualidade individual do time seja inegável, a França ainda precisa de um pouco mais de regularidade durante os jogos. Parece que a equipe tem diferentes “rotações” e nem sempre consegue manter a intensidade que a torna tão forte.
Na estreia contra o Senegal, o primeiro tempo foi bem abaixo do esperado, com o time indo para o intervalo sem gols. No segundo tempo, a França acelerou o ritmo e resolveu a partida rapidamente. Contra o Iraque, o caminho foi quase o oposto. Começaram a partida pressionando e criando oportunidades desde o início, mas depois do primeiro gol, o time perdeu um pouco do ímpeto, controlou a posse de bola, mas sem a mesma agressividade.
Após a longa pausa devido ao mau tempo, a França continuou dominando o jogo. Embora mantivesse a posse, parecia faltar um pouco mais de velocidade nas jogadas. O segundo gol veio de um erro da defesa iraquiana, e curiosamente, após ampliar a vantagem, a equipe voltou a mostrar mais intensidade na pressão e na recuperação de bola.
Esse aspecto não deve comprometer a trajetória da França na fase de grupos, mas é algo que pode ser importante quando o mata-mata começar. O que ficou claro até aqui é que a França tem todas as ferramentas para superar qualquer adversário. O desafio para Deschamps é fazer com que a equipe mantenha esse nível elevado de desempenho durante todo o tempo. Afinal, quando eles aceleram, fica evidente que poucos conseguem acompanhar.