A Costa do Marfim teve uma despedida amarga da Copa do Mundo de 2026, após perder para a Noruega por 2 a 1, em Dallas. Após o apito final, os jogadores se dividiam entre o orgulho pelo que conquistaram e a frustração por não terem ido mais longe. Afinal, essa geração marfinense é cheia de talento e ainda tem muito a oferecer.
A jornada na Copa não foi em vão. Eles chegaram até as oitavas de final, algo que merece ser celebrado. Mas a eliminação deixou um gosto amargo, especialmente em um jogo onde poderiam ter feito mais. O capitão Franck Kessié expressou bem esse sentimento: “É uma derrota muito amarga. Dói muito. Tenho orgulho de todos os meus companheiros.” Ele reconheceu que, em momentos decisivos, a equipe não foi tão clara quanto deveria.
Amad Diallo, que foi um dos destaques, com um gol e uma defesa incrível, também refletiu sobre a experiência. Para ele, a eliminação é um aprendizado, e ele acredita que o time pode voltar mais forte. “Vamos aprender com esse erro”, disse. É uma fala comum após derrotas, mas ganha um peso especial quando se fala de uma equipe tão jovem.
E a média de idade da Costa do Marfim é impressionante: apenas 25,8 anos. Com jogadores como Yan Diomandé, Amad Diallo e Ange-Yoan Bonny, essa equipe tem potencial para crescer e se desenvolver nos próximos anos. Apesar da eliminação, eles mostraram garra e um estilo de jogo vibrante.
Por outro lado, a derrota para a Noruega expôs algumas falhas que precisam ser corrigidas. A equipe teve 14 escanteios, mas não soube aproveitar as oportunidades. O técnico Emerse Faé destacou que pequenos detalhes fazem a diferença em competições desse nível e que essa foi uma experiência valiosa para os jovens jogadores.
O próximo grande desafio é a Copa das Nações Africanas de 2027, que acontecerá em Quênia, Uganda e Tanzânia. O grupo deve se manter praticamente o mesmo, mas enfrentar adversários que jogam de forma mais defensiva pode ser complicado. A habilidade da equipe em atacar em transições rápidas será testada.
Pensando mais à frente, a Copa do Mundo de 2030 promete ser um grande momento para essa geração. Embora alguns jogadores mais experientes possam não estar presentes, os jovens talentos estarão em uma fase crucial da carreira, entre 25 e 30 anos. Até lá, a expectativa é que eles tenham aprendido a não deixar escapar oportunidades, como a que tiveram contra a Noruega.