A seleção brasileira já tem seu rival definido nas oitavas de final da Copa do Mundo. Neste próximo desafio, que acontece na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), o Brasil vai encarar o Japão no Estádio de Houston, no Texas. Para Carlo Ancelotti, esse será o primeiro teste em um jogo eliminatório, e é bem possível que a Amarelinha encontre algumas dificuldades pelo caminho.
Historicamente, o Brasil costuma se sair bem em seus primeiros confrontos eliminatórios. A última vez que a seleção foi eliminada nas oitavas foi em 1990, quando perdeu para a Argentina na Itália. Desde então, o Brasil sempre conseguiu avançar, mesmo que tenha enfrentado alguns desafios pelo caminho.
O Japão, por sua vez, promete ser um adversário complicado. Antes do torneio, a seleção asiática era apontada como uma das mais promissoras. Eles terminaram a fase de grupos como vice-líder do Grupo F, e o confronto foi confirmado após o empate entre Japão e Suécia, que terminou em 1 a 1.
## O Desempenho do Japão na Copa
O Japão já mostrou sua força ao enfrentar seleções europeias. Eles conseguiram empates contra Países Baixos e Suécia, com jogos que foram bem disputados. Além disso, na segunda rodada, venceram a Tunísia por 4 a 0, mostrando que não estão ali apenas para completar tabela.
O desempenho da seleção japonesa é motivo de preocupação para o Brasil. No jogo contra a seleção neerlandesa, por exemplo, o Japão teve 60% de posse de bola, fez mais passes e criou mais oportunidades de gol. Essa capacidade de controle de jogo é um ponto forte que Ancelotti certamente estará analisando.
O treinador Hajime Moriyasu está no comando da seleção japonesa há oito anos e tem feito um trabalho notável. Usando métodos pouco convencionais, como um caderno onde anota tudo e placas para sinalizar o tempo de jogo, ele tem ajudado o Japão a sonhar com a melhor campanha da sua história em Copas do Mundo.
A melhor performance até agora foi em 2002, quando o Japão foi co-anfitrião do torneio e chegou às oitavas de final. Em 2022, quase superaram esse feito, mas foram eliminados nos pênaltis pela Croácia. Agora, com Moriyasu no comando, a equipe está determinada a superar esses desafios.
## Lesões e Desfalques
Embora o Japão tenha mostrado força, a equipe enfrentou problemas de lesão antes do Mundial. Três jogadores importantes, Kaoru Mitoma, Takumi Minamino e Wataru Endo, não puderam participar. Endo, por exemplo, foi convocado, mas teve que deixar a concentração antes da estreia.
Além desses desfalques, outros dois jogadores também devem ficar de fora do jogo contra o Brasil. Takefusa Kubo, que se machucou na estreia, e Ko Itakura, que saiu do campo com dores durante o jogo contra a Suécia. Mesmo assim, Moriyasu tem conseguido manter a equipe competitiva.
## Tática do Japão
A chave para o sucesso do Japão tem sido a sua organização tática. Desde 2018, Moriyasu montou uma equipe coesa, onde cada jogador sabe exatamente o que fazer em campo. Mesmo sem Mitoma e Minamino, outros jogadores como Daizen Maeda e Ayase Ueda têm se destacado e contribuído para o ataque.
O Japão joga em um esquema tático que pode variar entre 3-4-2-1 e 3-4-3, dependendo da situação. Essa flexibilidade permite que eles controlem o meio-campo e mantenham a posse de bola, trocando passes e criando oportunidades. Esse estilo de jogo pode ser um desafio para o Brasil, especialmente considerando que a seleção brasileira, sob Ancelotti, também tem adotado uma estratégia que permite ao adversário ter a posse em alguns momentos.
Portanto, a partida promete ser uma verdadeira batalha tática, onde o controle do meio-campo será fundamental. A expectativa é alta e, sem dúvida, será um jogo emocionante para os torcedores!