Neste domingo, a atenção do mundo do futebol estará voltada para o MetLife Stadium, onde Espanha e Argentina se enfrentarão na grande final da Copa do Mundo. É um momento que promete atrair bilhões de espectadores de diferentes cantos do planeta. No Brasil, o clima é de saudade, já que nossa Seleção não conseguiu avançar além das oitavas de final, após uma derrota para a Noruega que deixou os torcedores decepcionados. Agora, muitos se perguntam o que podemos aprender com os finalistas.
A Espanha chegou à final após uma evolução notável em seu desempenho. Eles começaram com um empate sem gols contra Cabo Verde, mas, ao longo do torneio, se destacaram, especialmente ao vencer a poderosa França por 2 a 0 na semifinal. Por outro lado, a Argentina, atual campeã, teve seu próprio caminho, superando adversários que, à primeira vista, pareciam mais fracos, como Egito, Suíça e Cabo Verde. O objetivo deles? Conquistar o segundo título consecutivo.
O treinador Carlo Ancelotti, que teve apenas um ano para moldar a equipe brasileira, enfrentou muitos desafios. Ele só conseguiu repetir a mesma formação em uma partida — contra o Japão — desde sua chegada à seleção. Após a eliminação para a Noruega, Ancelotti decidiu tirar um tempo para si no Canadá, mas, mesmo de longe, vai acompanhar a final.
Defesa: O ponto forte da Espanha e a fraqueza do Brasil
Entre os aspectos que mais chamaram a atenção durante a Copa foi a defesa da seleção espanhola. Ancelotti focou bastante nesse setor, acreditando que, com jogadores talentosos como Vinicius Júnior e Bruno Guimarães, o ataque estava em boas mãos. No entanto, a defesa brasileira não conseguiu se adaptar. Mesmo com treinos intensivos, a equipe sofreu muitos gols, especialmente contra Marrocos, Japão e Noruega. Os erros mais comuns foram individuais, e a estratégia defensiva não foi suficiente para cobrir essas falhas.
A Espanha, por outro lado, construiu uma defesa sólida, sofrendo apenas um gol em todo o torneio. O goleiro Unai Simón foi pouco exigido na semifinal contra a França, e a zaga, composta por Aymeric Laporte e Pau Cubarsí, demonstrou uma grande solidez. A equipe se destacou também pela forma como todos os jogadores se movimentam em campo, ajudando na marcação e na pressão sobre o adversário.
A importância da base na seleção espanhola
A escolha de Luis de la Fuente como treinador não foi à toa. Ele já tinha uma história com a seleção, tendo trabalhado com as categorias de base e levando a equipe a conquistar a medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio em 2020, quando perdeu a final para o Brasil. Esse entrosamento é um dos fatores que explicam a diferença de desempenho entre as duas seleções na Copa do Mundo.
Enquanto a Espanha manteve a base da equipe, o Brasil teve poucas conexões com o passado recente. Apenas dois jogadores que participaram da final olímpica estão presentes no Mundial de 2026. Esse trabalho contínuo de De La Fuente resultou em uma equipe coesa, capaz de conciliar ataque e defesa com eficiência.
A paixão argentina e o papel de Messi
Na Argentina, é impossível falar da seleção sem mencionar Lionel Messi. Desde a chegada de Lionel Scaloni, em 2019, o time passou a se dedicar totalmente ao camisa 10. Essa entrega rendeu resultados, como as conquistas da Copa América e da Copa do Mundo. Messi, que já tem 39 anos, adota uma estratégia inteligente em campo, correndo menos e se preservando para os momentos decisivos, o que explica seus impressionantes números na competição.
Os jogadores argentinos demonstram uma dedicação visceral a Messi, afirmando publicamente que dariam tudo por ele. Essa união se reflete no desempenho em campo, onde Messi contribuiu com uma parte significativa dos gols da equipe. Os jogadores têm se mostrado dispostos a se sacrificar, algo que talvez tenha faltado na Seleção Brasileira no último Mundial.
A força física da Argentina na reta final
A garra da Argentina é notável e pode servir de inspiração para o Brasil. Durante a fase de mata-mata, a seleção precisou de prorrogações em algumas partidas, mostrando que estão dispostos a lutar até o último minuto. Em contraste, o Brasil não conseguiu criar muitas oportunidades mesmo após sofrer o primeiro gol em suas partidas.
Os números mostram que a Argentina é a equipe que mais marca gols nos finais de partida, enquanto o Brasil teve um desempenho pífio nesse aspecto. Embora a Argentina tenha jogado mais minutos até aqui, é justamente essa força física e empenho que os elevam a um nível superior, algo que o Brasil não conseguiu replicar durante o torneio.