Muslera frustra estratégia celeste e expõe fraqueza da Fúria

Que jogo foi esse entre Uruguai e Espanha na noite de sexta-feira em Guadalajara, no México! Na última rodada do grupo H da Copa do Mundo, a Espanha conseguiu uma vitória apertada por 1 a 0, mas isso só aconteceu por causa de uma falha do goleiro uruguaio Fernando Muslera. O jogo foi marcado por erros de ambos os lados e teve lances que, para dizer o mínimo, foram inusitados.

O único gol da partida veio aos 41 minutos do primeiro tempo, quando Alex Baena recebeu um cruzamento de Marcos Llorente e chutou de primeira. A bola não era forte nem bem direcionada, mas Muslera não conseguiu segurá-la e acabou espalmando para dentro do gol. Esse erro custou caro para o Uruguai, que viu suas esperanças de vitória irem embora. E, para ser sincero, essa falha também esconde o desempenho abaixo do esperado da seleção espanhola durante o torneio.

Como foi o jogo?

Nos primeiros 40 minutos, o Uruguai se portou muito bem, permitindo apenas duas finalizações da Espanha. O time uruguaio foi ágil nos contra-ataques e quase abriu o placar com um chute de Rodrigo Bentancur que passou muito perto do gol. Darwin Núñez também teve uma boa chance, mas acabou tentando um calcanhar e perdeu a oportunidade. A Espanha, que não estava fazendo um bom jogo, conseguiu marcar em um momento crucial.

O segundo tempo foi bem confuso. O Uruguai, que precisava de um empate, não defendia tão bem quanto antes. Por outro lado, a Espanha também não conseguia criar grandes jogadas. O máximo que conseguiu foi uma bola que acertou o travessão, fruto de uma jogada individual de Ferran Torres. O Uruguai tentou pressionar, mas os erros nos passes finais impediram que realmente ameaçassem o goleiro espanhol Unai Simón. No fim das contas, foi uma partida que, pela qualidade mostrada, não merecia ter um vencedor.

Muslera e suas falhas

É difícil imaginar como o jogo teria sido se Muslera não tivesse falhado. A estratégia uruguaia, que consistia em uma defesa sólida e um bom posicionamento dos jogadores, funcionou bem até o momento do gol. A partir daí, o Uruguai teve que se expor mais ao ataque. Muslera, visivelmente abatido, foi substituído no intervalo por Sergio Rochet, do Internacional. A pressão sobre Muslera aumentou, especialmente após a falha também no jogo anterior contra Cabo Verde. Mas, por outro lado, Marcelo Bielsa, o técnico, fez a escolha de trazê-lo de volta à seleção, o que também merece uma reflexão.

A Espanha e seu desempenho

A atuação da Espanha deixou a desejar mais uma vez. Durante os primeiros 40 minutos, o Uruguai foi superior, em parte pela falta de organização e atenção dos jogadores espanhóis. A criação de jogadas foi praticamente aniquilada, com Pedri e Rodri não conseguindo se destacar. Lamine Yamal, uma esperança do time, teve dificuldades em suas tentativas de dribles, algo incomum para um jogador conhecido por sua habilidade.

O desempenho da Espanha nesta Copa tem sido inconsistente. Na estreia, empatou em 0 a 0 com Cabo Verde, que também não criou muitas chances. O único momento realmente positivo da Fúria foi na vitória sobre a Arábia Saudita, onde marcaram quatro gols. Agora, com a fase de 16 avos se aproximando, a Espanha pode enfrentar a Áustria, um time que não deve ser subestimado e que pode criar problemas para os espanhóis.

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João Ribeiro