O Manchester City decidiu fazer um investimento pesado e inédito ao contratar Elliot Anderson. Com apenas 23 anos, o meio-campista deixará o Nottingham Forest para se tornar o jogador britânico mais caro da história, com uma transferência que gira em torno de 116 milhões de libras, ou impressionantes R$ 808,8 milhões. Mas esse valor altíssimo não é só por causa do potencial futuro de Anderson; os números da última temporada mostram que ele é uma peça chave para o novo capítulo do clube, agora sob a batuta de Enzo Maresca.
Elliot Anderson se destacou na última edição da Premier League, mostrando ser um jogador completo. Ele liderou várias estatísticas importantes, desde a construção de jogadas até a recuperação de bolas e intensidade física — características que se encaixam perfeitamente no estilo de jogo do Manchester City, que tem sido moldado por Pep Guardiola nos últimos anos.
### Um jogador onipresente
Anderson foi um dos atletas que mais participou das jogadas na Premier League. Ele teve nada menos que 3.300 toques na bola, o que demonstra a responsabilidade que assumiu no Nottingham Forest. Além disso, ele foi o meio-campista com mais passes certos, totalizando 2.038 acertos, e foi o que mais conseguiu quebrar linhas defensivas, com 376 passes. Em vez de apenas manter a posse, ele se destacou por acelerar as jogadas e encontrar espaços entre os adversários.
### Domínio sem a bola
Se no ataque Anderson chamou a atenção, na defesa ele impressionou ainda mais. Terminou a Premier League como o jogador com mais duelos vencidos, somando 298, e foi o que mais recuperou a bola, com 306 intervenções. Além disso, sofreu 80 faltas, mostrando sua garra nas disputas em campo. Sua intensidade é evidenciada pelos 1.895 pressões de alta intensidade que realizou, a segunda maior marca entre os meio-campistas da competição.
### O motor do Nottingham Forest
Outra razão pela qual o Manchester City ficou de olho em Anderson é sua capacidade física. Durante a temporada, ele percorreu 411 quilômetros, ficando atrás apenas de James Garner, do Everton. Mesmo em uma temporada marcada por quatro treinadores diferentes no Nottingham Forest, Anderson se manteve como titular em 37 das 38 rodadas, sendo poupado apenas uma vez por conta de um jogo da Liga Europa.
### Criatividade além da marcação
Embora seja admirado pelo seu trabalho defensivo, Anderson também tem um papel importante no ataque. Na última Premier League, ele terminou a temporada com quatro gols, quatro assistências e 54 chances criadas, além de ter gerado nove grandes oportunidades para seus companheiros. Nenhum outro jogador do Nottingham Forest conseguiu criar tantas chances. É importante ressaltar que, em um time que frequentemente atuava em transições rápidas, Anderson teve que defender grandes espaços antes de iniciar os contra-ataques.
### A peça ideal para o novo técnico
As estatísticas ajudam a explicar por que Anderson se encaixa tão bem no modelo de jogo de Enzo Maresca. O treinador costuma montar equipes que pressionam intensamente e recuperam a bola no campo adversário. Nesse cenário, Anderson traz uma combinação de intensidade defensiva, qualidade no passe e resistência física, sendo capaz de sustentar o ritmo durante os 90 minutos.
Mais do que apenas trazer um jogador promissor, o Manchester City confia em um meio-campista que já se destaca entre os melhores da Premier League em quase todos os fundamentos essenciais para a posição. Essa mistura de desempenho imediato e potencial de crescimento é o que faz o clube acreditar que vale a pena investir tanto para trazê-lo para o Etihad Stadium.