Mohamed Salah está prestes a viver um momento histórico. O Egito se prepara para enfrentar a Austrália nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, em Dallas. Essa partida pode não apenas definir o legado do maior jogador egípcio de todos os tempos, mas também reescrever a história de uma nação inteira. No entanto, há um desafio no horizonte: Salah saiu mancando após uma lesão na coxa durante a vitória sobre o Irã.
O Egito sempre foi conhecido como uma potência no futebol africano, mas até a chegada de Salah, nunca havia conquistado uma vitória em Copas do Mundo. Foi ele quem, em uma atuação memorável, guiou a equipe a uma vitória histórica de 3 a 1 sobre a Nova Zelândia. Esse jogo marcou um divisor de águas para o futebol egípcio, com a poética certeza de que o maior filho da nação estava escrevendo um dos capítulos mais importantes da sua história.
Salah é mais do que um jogador; ele é uma lenda viva, um ícone que faz parte da identidade do povo egípcio. Ele transcendeu o rótulo de “Rei do Egito” e está a um passo de se firmar como o maior jogador que o continente africano já viu. Para muitos, ele não é apenas uma estrela do futebol, mas uma fonte de orgulho e inspiração.
A trajetória de Salah no Liverpool é impressionante. Ele conquistou títulos como o Campeonato Inglês, a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes, além de ter sido eleito o melhor jogador da Premier League em duas ocasiões. No entanto, seu compromisso com a seleção egípcia é inabalável. Ele já disputou 119 partidas, levando a esperança de milhões de torcedores nas costas. Apesar disso, algumas de suas maiores oportunidades de brilhar na seleção acabaram em decepção.
Essa Copa do Mundo pode ser a última chance de Salah conquistar o prêmio que sempre escapa. Ele representa não só o Egito, mas o coração pulsante de uma nação. Sua humildade e compaixão são tão notáveis quanto suas habilidades em campo. Um exemplo disso foi quando, em 2018, durante as eleições presidenciais, mais de um milhão de pessoas votaram nele, escrevendo seu nome em vez de escolher os candidatos oficiais.
Quando Salah se machucou durante a Copa das Nações Africanas de 2024, muitos torcedores questionaram se ele estava priorizando o Liverpool em detrimento da seleção. Um dos críticos mais notáveis foi Hossam Hassan, o maior artilheiro da história do Egito. No entanto, o tempo se encarregou de mudar essa relação. Agora, como técnico da seleção, Hassan elogia Salah e permite que ele jogue com mais liberdade em campo, ao invés de limitá-lo a uma posição específica.
A condição física de Salah é a maior preocupação do Egito neste momento. Ele saiu mancando após apenas 57 minutos contra o Irã, e a incerteza sobre sua presença no jogo contra a Austrália gera ansiedade. Salah é não só o jogador mais talentoso do time, mas também a fonte de motivação para os companheiros. Sua ausência seria uma grande perda.
A Austrália, por sua vez, é conhecida por sua disciplina tática e uma defesa sólida. Eles não marcam muitos gols, mas são habilidosos em frustrar os adversários. Para que o Egito tenha sucesso, outros jogadores como Omar Marmoush e Trezeguet precisarão assumir um papel de destaque, ajudando a abrir a defesa australiana e criando oportunidades para Salah brilhar.
Um jornalista egípcio, Saher Ahmed, comentou sobre a importância do que foi conquistado até agora. A vitória sobre a Nova Zelândia já fez história, e o jogo contra a Austrália é visto como um bônus. Enquanto muitos podem estar satisfeitos com o que já foi alcançado, Salah está em busca de algo maior. Se estiver em condições de jogar, ele lutará pela imortalidade até o apito final, ou até que seu corpo não aguente mais.