A seleção brasileira teve uma noite de gala nesta sexta-feira (20), com uma vitória impressionante de 3 a 0 sobre o Haiti, na segunda rodada da Copa do Mundo. O destaque foi Vinicius Júnior, que participou de todos os gols e ainda se apresentou em uma posição um pouco diferente, quase como um atacante central ao lado de Raphinha, com Matheus Cunha atuando como meia. Essa nova função não é totalmente estranha para Vini, já que ele já havia sido utilizado assim por Carlo Ancelotti no Real Madrid, especialmente durante a bem-sucedida temporada de 2023/24, quando conquistaram a Champions League e LaLiga.
Curiosamente, após a partida, Vinícius comentou que “não gosta tanto” de jogar mais centralizado, mas fez uma observação divertida: “Mas sempre que jogo por dentro, eu faço gol.” Ele ainda comentou sobre como Ancelotti pediu que ele desempenhasse essa função e brincou que já estava se preparando para ter que fazer isso mais vezes. “Recebo menos a bola, mas consigo ser mais eficiente por dentro”, completou, demonstrando confiança no novo papel.
Como Vinicius Júnior atuou na seleção brasileira
Durante a partida, a seleção brasileira apresentou uma formação que surpreendeu a todos, parecendo um 4-3-1-2 em losango. Além dos três atacantes, Casemiro ficou na primeira linha de volantes, enquanto Lucas Paquetá e Bruno Guimarães atuaram como meias, um à esquerda e outro à direita. Com Vinicius atacando mais centralizado, Douglas Santos se destacou na lateral, enquanto Raphinha e, depois, Rayan se mantiveram mais abertos.
Ancelotti, em coletiva, ressaltou que Vinícius é muito mais do que um simples ponta. Segundo ele, o jogador é perigoso tanto no um contra um quanto ao atacar a profundidade. Ele ainda explicou que a posição de Vini pode variar conforme a necessidade do time, destacando a importância de ter Raphinha e Rayan fixos na ponta para dar liberdade a Danilo na defesa.
E a estratégia deu muito certo! Vinicius participou ativamente dos três gols. No primeiro, ele enfrentou dois defensores antes de chutar, resultando em um rebote que Matheus Cunha aproveitou. Depois, foi ele quem deu a assistência para o gol de Cunha, após uma recuperação de bola. Para fechar a conta, Vini atacou as costas da defesa e recebeu um lindo lançamento de Lucas Paquetá para marcar.
Mudanças à vista?
Durante a coletiva, Ancelotti deixou claro que a formação utilizada contra o Haiti pode não ser a que sempre será adotada. Ele já havia mencionado que não busca uma identidade fixa para o time, e sim uma capacidade de adaptação. “Pode ser que no próximo jogo possamos mudar”, afirmou. Vinicius, que conhece bem o estilo de Ancelotti, concordou: “A formação e os jogadores escolhidos vão depender do adversário.”
O próximo desafio do Brasil será contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), um jogo decisivo para a liderança do grupo C. Dependendo do resultado, a seleção pode enfrentar adversários como Suécia, Japão, Holanda ou Tunísia. O clima está leve e a expectativa é alta!